Quanto custa o kWh no Brasil: tarifa por distribuidora e por estado
Quanto custa o kWh no Brasil depende da distribuidora: de R$ 0,702 na Enel Ceará a R$ 1,061 na Enel RJ, antes dos impostos, segundo a ANEEL. Veja a tabela por estado e o que entra no preço final.

Nathália Gonçalves Barcala Braga Ramos
Responsável técnica · Luz no Bolso · CREA-MG 1410080234

Quanto custa o kWh no Brasil depende de um detalhe que você não escolhe: a distribuidora que atende a sua rua. Segundo a base de tarifas da ANEEL de 31/10/2026, o kWh residencial vai de R$ 0,702 na Enel Ceará a R$ 1,061 na Enel RJ, antes dos impostos. São 51% de diferença pela mesma energia, entregue no mesmo tipo de casa.
Eu leio conta de luz todos os dias, e a pergunta mais comum é: o meu kWh está caro? Abaixo estão o ranking da ANEEL, a tabela por estado, o que entra no preço final e a conta com o seu consumo. Tudo com data, porque tarifa muda todo ano.
O ranking das tarifas da ANEEL em novembro de 2026
A ANEEL publica um ranking das tarifas residenciais homologadas, em R$ por kWh. A tarifa comparada é a B1, residencial convencional. Segundo a própria agência, esses valores não incluem ICMS, PIS/Pasep, Cofins, a taxa de iluminação pública nem o adicional de bandeira tarifária. Para montar as listas abaixo, usamos a base de tarifas homologadas da ANEEL, no arquivo de 31/10/2026, somando as duas partes da tarifa de cada distribuidora. Entram só as grandes distribuidoras: cooperativas e concessionárias pequenas ficaram de fora.
| Posição | Distribuidora | R$ por kWh, sem impostos | Em vigor desde |
|---|---|---|---|
| 1ª mais cara | Enel RJ | R$ 1,061 | 15/03/2026 |
| 2ª mais cara | Equatorial Pará | R$ 1,043 | 18/09/2026 |
| 3ª mais cara | Energisa Tocantins | R$ 0,993 | 26/08/2026 |
| 4ª mais cara | Energisa Mato Grosso do Sul | R$ 0,987 | 24/04/2026 |
| 5ª mais cara | Equatorial Goiás | R$ 0,954 | 22/10/2026 |
| 1ª mais barata | Enel Ceará | R$ 0,702 | 26/08/2026 |
| 2ª mais barata | Energisa Paraíba | R$ 0,710 | 28/08/2026 |
| 3ª mais barata | CPFL Paulista | R$ 0,739 | 24/04/2026 |
| 4ª mais barata | Energisa Sergipe | R$ 0,755 | 22/04/2026 |
| 5ª mais barata | CPFL Piratininga | R$ 0,759 | 23/10/2026 |
A Celesc vem logo depois, com R$ 0,760. A Equatorial Goiás entrou na lista com tarifa nova, pela REH 3.613/2026. A da Enel RJ vale até 14/03/2027, pela REH 3.570/2026.

Tabela do kWh por distribuidora e por estado
Abaixo está a tarifa residencial B1 das principais distribuidoras de cada estado, sem impostos, com valores da base da ANEEL de 31/10/2026 vigentes em 01/11/2026. Arredondamos para três casas decimais.
| Estado | Distribuidora | R$ por kWh, sem impostos |
|---|---|---|
| Acre | Energisa Acre | R$ 0,830 |
| Alagoas | Equatorial Alagoas | R$ 0,851 |
| Amapá | CEA Equatorial | R$ 0,825 |
| Amazonas | Amazonas Energia | R$ 0,876 |
| Bahia | Neoenergia Coelba | R$ 0,878 |
| Ceará | Enel Ceará | R$ 0,702 |
| Distrito Federal | Neoenergia Brasília | R$ 0,834 |
| Espírito Santo | EDP Espírito Santo | R$ 0,844 |
| Goiás | Equatorial Goiás | R$ 0,954 |
| Maranhão | Equatorial Maranhão | R$ 0,889 |
| Mato Grosso | Energisa Mato Grosso | R$ 0,899 |
| Mato Grosso do Sul | Energisa Mato Grosso do Sul | R$ 0,987 |
| Minas Gerais | Cemig | R$ 0,903 |
| Pará | Equatorial Pará | R$ 1,043 |
| Paraíba | Energisa Paraíba | R$ 0,710 |
| Paraná | Copel | R$ 0,768 |
| Pernambuco | Neoenergia Pernambuco | R$ 0,799 |
| Piauí | Equatorial Piauí | R$ 0,947 |
| Rio de Janeiro | Enel RJ | R$ 1,061 |
| Rio de Janeiro | Light | R$ 0,881 |
| Rio Grande do Norte | Neoenergia Cosern | R$ 0,776 |
| Rio Grande do Sul | RGE | R$ 0,945 |
| Rio Grande do Sul | CEEE Equatorial | R$ 0,822 |
| Santa Catarina | Celesc | R$ 0,760 |
| São Paulo | CPFL Paulista | R$ 0,739 |
| São Paulo | CPFL Piratininga | R$ 0,759 |
| São Paulo | Enel SP | R$ 0,789 |
| São Paulo | EDP SP | R$ 0,802 |
| Sergipe | Energisa Sergipe | R$ 0,755 |
| Tocantins | Energisa Tocantins | R$ 0,993 |
Cada estado tem uma página no Luz no Bolso com a distribuidora, o último reajuste e as empresas de energia por assinatura que atendem a região:
- Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
- Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
- Centro-Oeste: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
- Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
- Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O que entra no preço final do kWh
O número da tabela é o ponto de partida. A tarifa homologada tem duas partes. A TUSD paga o uso das redes de transmissão e distribuição. A TE paga a energia. Na Cemig, por exemplo, a TUSD residencial é de R$ 0,593 por kWh e a TE é de R$ 0,310, o que dá os R$ 0,903 da tabela.
Por trás dessas duas partes, a ANEEL separa os custos em dois blocos, como explica a página Custo da energia que chega aos consumidores: a Parcela A, com compra de energia, transmissão e encargos setoriais, e a Parcela B, que é a distribuição. Em cima da tarifa, a fatura ainda soma:
- PIS/Cofins, tributos federais.
- ICMS, imposto estadual.
- CIP, a Contribuição para Iluminação Pública, cobrada pelo município.
- Bandeira tarifária, quando o mês não está na verde.
Segundo a ANEEL, os encargos setoriais e os tributos são instituídos por lei. A agência não cria esses itens. Por isso o kWh que você paga na fatura sempre sai maior que o da tabela.
Bandeira tarifária: quanto ela soma ao kWh
Na bandeira verde, a conta não tem acréscimo. Segundo a página de bandeiras tarifárias da ANEEL, a amarela soma R$ 1,885 a cada 100 kWh, a vermelha patamar 1 soma R$ 4,463 e a vermelha patamar 2 soma R$ 7,877. Os valores atuais foram aprovados pela ANEEL em 05/03/2024.
Em 2026, a bandeira foi verde de fevereiro a abril, amarela de maio a setembro e voltou ao verde em outubro. Em 30/10/2026, a ANEEL anunciou bandeira verde para novembro. A de dezembro sai em 27/11/2026, pelo calendário oficial de acionamento. O que fazer quando ela fica vermelha está em bandeira tarifária vermelha: o que fazer.
Faça a conta com o seu consumo
Multiplique o consumo do mês, em kWh, pela tarifa da sua distribuidora. O resultado é a parte da tarifa, ainda sem tributos e sem iluminação pública. Num exemplo ilustrativo com 200 kWh no mês, em bandeira verde e com a tarifa arredondada, dá R$ 212,20 na Enel RJ, R$ 180,60 na Cemig, R$ 157,80 na Enel SP e R$ 140,40 na Enel Ceará.
Entre a mais cara e a mais barata, são R$ 71,80 por mês com o mesmo consumo, antes dos tributos. Em bandeira vermelha patamar 2, os mesmos 200 kWh ganhariam mais R$ 15,75 (2 vezes R$ 7,877). No Rio de Janeiro, a mesma conta muda conforme a rua: R$ 1,061 na Enel RJ e R$ 0,881 na Light. Quem define a tarifa é o endereço. Para achar cada linha na sua fatura, veja como ler a conta de luz.

Como pagar menos pelo kWh que você já usa
Há duas frentes. A primeira é a modalidade. A Tarifa Branca cobra preços diferentes por horário e pode compensar para quem tira o consumo da ponta. A ANEEL alerta que ela pode aumentar a conta de quem usa chuveiro elétrico e ar-condicionado na ponta e no intermediário. A comparação completa está em tarifa branca ou energia por assinatura.
A segunda é a energia por assinatura. Você assina uma cota de uma usina de geração compartilhada ligada à mesma distribuidora, e os créditos abatem parte do consumo na fatura. O desconto vale sobre a energia compensada. Iluminação pública e custo de disponibilidade continuam na conta da distribuidora, que segue a mesma. Na prática, o crédito costuma aparecer de 30 a 60 dias depois da assinatura. O passo a passo está no guia energia por assinatura: como funciona.
Repare que o mesmo percentual de desconto rende mais reais onde o kWh é mais caro. O Luz no Bolso não vende energia e não instala nada. A gente compara as empresas no diretório de usinas e mostra como funciona o comparador. Fora de Minas Gerais, o cadastro é feito no site oficial de cada empresa.

Veja a distribuidora da sua cidade e as empresas de energia por assinatura que atendem o seu endereço, lado a lado.
Ver a minha cidade →Entenda como a energia por assinatura abate o consumo na fatura, sem obra e sem trocar de distribuidora.
Ler o guia completo →Perguntas frequentes
Qual distribuidora tem o kWh mais caro do Brasil?+
Entre as grandes distribuidoras, a Enel RJ, com R$ 1,061 por kWh sem impostos, segundo a base de tarifas da ANEEL de 31/10/2026. A Equatorial Pará vem em segundo, com R$ 1,043.
Qual distribuidora tem o kWh mais barato?+
A Enel Ceará, com R$ 0,702 por kWh sem impostos. Em seguida vem a Energisa Paraíba, com R$ 0,710.
O preço do kWh da tabela é o mesmo que aparece na minha conta?+
O da tabela é menor. Ele mostra a tarifa homologada sem tributos. Na fatura ainda entram PIS/Cofins, ICMS, a Contribuição para Iluminação Pública e o adicional de bandeira, quando ela não está verde.
Quando a tarifa da minha distribuidora muda?+
Cada distribuidora tem a própria data de processo tarifário, aprovado pela ANEEL. As próximas a vencer são a CEEE Equatorial, em 21/11/2026, a Equatorial Piauí, em 01/12/2026, e a Energisa Acre, em 12/12/2026.
Quanto a bandeira vermelha soma em uma conta de 150 kWh?+
Antes dos tributos, a vermelha patamar 1 soma R$ 6,69 (1,5 vezes R$ 4,463) e a patamar 2 soma R$ 11,82 (1,5 vezes R$ 7,877). Em novembro de 2026, a bandeira é verde.
A energia por assinatura baixa a tarifa da distribuidora?+
A tarifa continua a mesma. O que muda é que os créditos da usina abatem parte do kWh consumido, e você paga essa energia com desconto para a empresa da usina.

Sobre a autora
Nathália Gonçalves Barcala Braga Ramos
Responsável técnica · Luz no Bolso
Engenheira responsável técnica pelos conteúdos do Luz no Bolso. CREA-MG 1410080234, com atuação em automação residencial, automação industrial e geração distribuída.
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